Quien soy

Soy un tío normalito.
Un pelin hedonista, un poco generoso. Amigo de mis amigos. Con un cierto grado de creencias anarquicas, libertarias. Sueño un mundo libre, libre de todo, incluso del compromiso de ser libre. Soy romántico, extremadamente racional... llevo muy en serio las inquietudes existenciales: ¿quien soy?, ¿de donde vine?, ¿hacia donde voy? Pero no tengo ninguna respuesta. Lo dejo entonces (soy un pelin hedonista, ya lo sabéis). Insisto en exigir ser feliz o, al menos, estar tranquilo. Soy un poco ermitaño y un poco viajero. Soy contradictorio. Me gustan las paradojas, las preguntas sin respuestas: me gusto. El arte, por lo general, me atrae, y me gusta estar con poetas, pintores, escritores, escultores y boemios de toda clase. Me permito escribir poesias, dibujar, esculpir y “boemiar”. Soy artesano: me gusta hacer las cosas con mis propias manos, con dedicación y obsesión. Quizas por ello me sienta como un mosaico... Busco al Tao, mas no soy apto a hacer parte de instituciones religiosas. És que me falta un poco del sentido de disciplina. Me encanta dormir. Duermo siempre hasta el límite de la inevitablidad del atraso – y es que los riesgos me atraen. Me gusta compartir experiencias y debatir opiniones, sobre todo las divergentes. La duda es mi fuerza motriz, la curiosidad el combustible. Me preocupa el cambio climatico y me gustaria poder hacer algo en nivel masivo contra ese fantasma... En fin, ¡tantas cosas! Pregúntame más si lo desees.

sábado, 3 de julio de 2010

UM VENTO


na esquina da praia
a gaivota sobrevoa o pinho derrubado pelo vento
a resina escorre pelas gretas secas
o tronco antigo expõe sua recente ferida, no meio da calçada
uma mulher está parada diante, tocando com os dedos da mão direita, alguns deles, alguma coisa
um carro passa
vidro do passageiro aberto, alguém viu. E observou

o carro parou, desci
na sacola de plástico - um céntimo custou ela - tilintou uma garrafa, de vinho jovem - um euro e pouco cada garrafa -
quanto mais velho, mais caro
um galho quebrado de pinho, pelo vento, atrapalhava meu caminho, dependurado de outro galho são da árvore, no meio do caminho aéreo, pela calçada
uma lança arrogante apontava sua perpendicularidade ao meu olho direito
a esquina daquela construção observa imóvel a cena, uma linha rígida, apesar de difusa
olhava perpendicularmente a última imagem que veria
o olho direito em riste

pelo menos a resina do pinho é desinfetante
um tilintar, um romper, tic, tac

com esse olho direito a vi
do outro lado da rua uma mulher viu. E parou a observar
a palma da mão direita, perpendicular, sustinha levantado um dedo sujo de resina

o carro era branco
como a sacola antes do vinho derramar-se dentro dela e fora, sobre a calçada gretada pelas raízes paralelas e, agora, ébrias do frondoso pinho
uma folha de carvalho enferrujada pelo outono cortou a cena obliquamente, lentamente, descrevendo uma hipotenusa curiosa entre o alto daquela esquina da costrução e o ponto onde o tronco entra na terra
repousou a meu lado, sobre um caco de vidro verde manchado de vinho tinto
(sant josep de sa talaia, 19 de novembro de 2009)
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